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COSMOVISÃO CRISTÃ

A necessidade e urgência de uma Cosmovisão Cristã
“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Rm 12:2
A vida cristã, além de ser uma expressão prática da Vida espiritual (recebida e sustentada através de um relacionamento com Deus), também fornece ao ser humano uma visão particular de si mesmo, do próximo, da sociedade, da cultura e de todo o Cosmos, apresentando respostas às questões humanas mais fundamentais, como por exemplo, o sentido, propósito e valor da vida humana, entre outras coisas. A isso chamamos de cosmovisão cristã.

Um dos maiores problemas da igreja de hoje é que muitos cristãos, não tendo a menor ideia do que seja isso, fazem uma separação entre vida cristã e vida secular, como se o cristianismo fosse apenas uma crença particular a ser vivida no âmbito privado (ou religioso) sem qualquer influência em sua rotina. Vivem duas vidas: uma vida religiosa aos domingos dedicada a Deus, e uma outra vida secular durante a semana - em casa, no trabalho, na escola... - dedicada a si mesmos, a projetos pessoais ou até mesmo a causas nobres, orientados por filosofias e ideologias diversas. Não me refiro aqui à falta do bom testemunho demonstrado por um caráter íntegro que todo cristão deve apresentar, refiro-me a ver e entender cada esfera da vida humana sob uma ótica completamente desvinculada da revelação bíblica. Simplesmente não sabem o que o cristianismo tem a dizer sobre essas coisas.

Isso acontece porque a grande maioria não aprendeu o evangelho de uma forma integral, mas apenas “o mínimo necessário à salvação”. Não sabem o que o cristianismo tem a dizer sobre as mais diversas problemáticas atuais que surgem em diversas áreas da vida, e constantemente se vêm encurralados ao serem confrontados sobre a relevância da sua fé em relação a essas questões. Como exemplo podemos citar: Há provas da existência de Deus? Por que o cristianismo é a religião verdadeira se existem tantas no mundo? Há verdades absolutas? A moralidade é absoluta ou relativa? A ciência contradiz o cristianismo? Qual a relação entre ciência e fé? O Big Bang e a Teoria da Evolução são compatíveis com o ensino bíblico? As experiências espirituais podem ser apenas ilusões criadas pelo próprio cérebro? O que o cristianismo diz sobre a pobreza no mundo? De quem é a responsabilidade sobre a ação social? Qual a origem e solução para o mal no mundo? A solução para a nossa sociedade se encontra na política? Há posicionamentos políticos que são incompatíveis com a fé cristã? Qual deve ser a relação do cristão com a cultura, arte e filosofia? Como o cristão deve lidar com o meio ambiente? Existe uma forma cristã de se ver e lidar com a tecnologia? Qual o ensino bíblico sobre família e sexualidade? Qual o posicionamento cristão sobre: pobreza, opressão, racismo, direitos humanos, jogos de azar, entretenimento, pornografia, divórcio, aborto, células-tronco, inteligência artificial, crimes, pena de morte, suicídio, infanticídio, eutanásia, engenharia genética, drogas, guerra, tortura, riquezas, mídia de massa, economia e tantos outros assuntos com os quais somos confrontados todos os dias? Consequentemente muitos cristãos têm uma visão de mundo completamente incoerente, pois sua cosmovisão é como uma colcha de retalhos formada por fragmentos contraditórios oriundos das mais diversas cosmovisões, filosofias e ideologias.

Como se não fosse o bastante, muitos ainda se enclausuram nos seus templos, isolando-se da sociedade e cultivando uma subcultura própria, tornando-se incapazes de comunicar o evangelho ao mundo, ou mesmo a seus próprios filhos. Muitos jovens, ao serem atacados intelectualmente nos colégios e faculdades, perdem a fé por não terem ninguém na igreja que respondam às suas perguntas. O cristianismo que pregam parece um conto de fadas completamente desvinculado da realidade, sem nenhuma relevância para a vida prática. Não são capazes de apresentar respostas para os questionamentos do mundo, por isso não influenciam a cultura. Como lembra o Dr. William Lane Craig[1], o evangelho nunca é ouvido em isolamento, mas num contexto cultural, e este contexto pode facilitar ou dificultar a abertura ao evangelho. Num contexto cultural secularizado por exemplo, falar sobre Jesus, Thor ou duendes dá no mesmo para a sociedade: sequer dão ouvidos.

Há um longo trabalho a ser feito e falta trabalhadores para a grande seara. Meu objetivo é que este blog possa contribuir para a formação de uma cosmovisão cristã e despertar o maior número de cristãos para a urgência deste trabalho. 

1: William Lane Craig em “Apologética para questões difíceis da vida” 

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