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3 de nov de 2016

Quando Ele salvou a minha Alma! - João Carlos Amorim

Toda vez que olhar no espelho eu lembrarei, sim, me lembrarei do que Ele fez por mim.

Toda vez que pensar na morte eu lembrarei, sim, me lembrarei de onde Ele me tirou.

Toda vez que refletir sobre a vida eu lembrarei, sim, me lembrarei que Ele deu Sua vida em meu lugar.

Sempre que meditar sobre a Vida Eterna me lembrarei, que um alto preço foi pago para que eu a pudesse ter.


Quando Ele salvou a minha alma estava totalmente perdido. Num caminho de desespero e dor estava a vagar sem saber onde iria parar.

Quando Ele salvou a minha alma da perdição eterna, do castigo sem fim, eu não merecia o sacrifício Dele, feito com tanto amor assim.

Quando Ele salvou a minha alma da escuridão e das trevas me ergueu, pude contemplar em Sua Face um brilho de amor.

Como merecer esse amor? Perguntava a minha alma pro meu Senhor. Como merecer esse amor, se eu tão perdido andava sem ao menos lhe dar atenção?

Como merecer tão grande sacrifício sendo que nada em mim tivesse gratidão, se eu apenas via com orgulho, a minha situação. Orgulho não sei de que, pois estava longe da salvação, tão longe quanto minha arrogância poderia me manter de tão agradável Salvador, que Se sacrificou em meu favor, que morreu no meu lugar para que a vida eterna pudesse alcançar.

Foi quando a minha alma Ele salvou.

Os Seus braços abertos, pés esticados, fronte ferida, sangue e suor misturados, areia nas chagas, nervos atingidos, rosto cuspido, pele dilacerada, cabelo arrancado e o Seu lado perfurado. Ele com toda a força dos pulmões exauridas, buscou um último fôlego de vida para assim poder triunfar, sobre a morte e o inferno que O observavam Ele bradou sem hesitar: tudo consumado está.

Foi então que a minha alma Ele salvou.

Ele não colocou a culpa em mim. Ele não apontou o meu pecado. Ele não reclamou pelo sofrimento. Ele me salvou.

De alguma maneira eu estava ali. Da mesma maneira que quando Adão pecou eu estava lá, quando Cristo me salvou eu também estava ali.

Talvez se eu fosse alguém daquela época, poderia eu ser Barrabás, mas da mesma maneira que aquela cruz era de Barrabás e não de Jesus, ela era pra ser minha, pois o errado era eu.

Mas Ele salvou a minha alma. Sem merecer Ele me salvou.

As pessoas pensam que perdido são os viciados, os adúlteros, os que prostituem, os homicidas e tantos outros assim nomeados, mas perdidos são todos aqueles que se mantêm afastados do poder daquela cruz, mesmo que nunca tivessem prostituído, mesmo que nunca tivessem mentido, mesmo que nunca fossem viciados, nasceram no pecado e precisam do Salvador.

Ele assim salvou a minha alma, do inferno Ele me tirou, do império das Trevas me transportou e para o Reino do Filho do Seu amor me levou. Bendito seja Deus que a Cristo me revelou, e a minha alma assim Ele salvou.

Fonte: O cristão e a cruz

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