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15 de jul de 2013

França Acusada de Brutalidade Policial Contra Manifestantes do Casamento Tradicional

PARIS, França (C-FAM) Um advogado internacional entrou com denúncias contra a França no Conselho de Direitos Humanos da ONU por brutalizar manifestantes pacíficos. Vídeos mostram a polícia francesa batendo em manifestantes pró-casamento, usando gás lacrimogênio e cassetetes contra mulheres, homens, idosos e crianças.


O casamento e adoção homossexual se tornaram lei na França em 18 de maio. Mas um movimento contando milhões de cidadãos franceses está determinado a mudar isso. La Manif Pour Tous, que significa “manifestação para todos,” não está cedendo apesar das tentativas governamentais de intimidá-los e reprimi-los com violência. Desde que a lei foi aprovada, La Manif vem seguindo o presidente francês Francois Hollande com manifestações exuberantes caracterizadas por jovens de face limpa, famílias e idosos que acreditam que as crianças têm direito a uma mãe e um pai.


As autoridades francesas decidiram que os manifestantes pró-família são uma ameaça pública. As tropas de choque aparecem em todos os lugares em que aparecem os manifestantes. Eles têm sido sujeitos a infundas verificações de identidade, prisões arbitrárias e detenções, bem como brutalidade policial por meio de agressões físicas e gás lacrimogênio. Entre os que sofreram violência policial estão Christine Boutin, ex-ministra do governo Sarkozy que sofreu um ataque de gás lacrimogênio, e Jean-Fredrick Poisson, membro da Assembleia Nacional da França. Uma reportagem do jornal Le Figaro tem estimativas de mais de mil prisões e 500 detenções desde 26 de maio. Mais de 150 indivíduos entraram com denúncias por meio de diferentes mecanismos de reparação.

Em comparação, quando violentas badernas irromperam depois de uma vitória do time de futebol de Paris em maio, apenas 11 pessoas foram presas. Cerca de 300 foram presos numa manifestação La Manif no mesmo mês. Muitos foram presos exclusivamente por estarem vestidos com uma camiseta com o lema de La Manif, um desenho com uma mãe e um pai com dois filhos. Quarenta e oito parlamentares exigiram que Holland terminasse as detenções e prisões arbitrárias.

De acordo com os organizadores, três aglomerações em massa de até um milhão de manifestantes ocorreram desde janeiro. Manoel Valls, ministro francês do Interior, justifica a presença das tropas de choque citando rápidos confrontos entre a tropa de choque e “algumas centenas” de manifestantes no final de algumas manifestações. Mas os vídeos mostram as tropas de choque francesas agredindo pacíficos manifestantes e famílias com crianças e idosos ou deficientes cidadãos franceses cegados por gás lacrimogênio. Imagens da polícia a paisana indicam que eles estavam sob ordens de instigar violência e então reprimir os manifestantes de modo violento.

Um advogado de direitos humanos trouxe uma queixa contra a França na sessão mais recente do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra. Gregor Pupnick do Centro Europeu de Lei e Justiça (CELJ) lamenta que a França, um país que afirma ter um histórico exemplar de direitos humanos, seja o primeiro país europeu contra o qual o CELJ tem entrado com uma queixa na ONU. O CELJ realizou um debate da repressão a La Manif no Conselho da Europa nesta semana. Um comício na segunda-feira protestou contra o julgamento de um manifestante pacífico, Nicolas Bernard-Busse, de 23 anos. Ele foi sentenciado a dois meses de prisão e mil euros. Nicolas se refugiou num restaurante depois que a polícia agrediu um grupo de manifestantes em 26 de maio. Ele foi acusado de esquivar-se da prisão, muito embora não tivesse sido alegada nenhuma causa contra ele.

Dezenas de casos iguais ao de Nicolas inundarão o sistema judicial francês nos próximos meses, e talvez anos. Os manifestantes dizem que não se importam quanto tempo leve para revogar a lei.

Axel, um líder de jovens, disse aos participantes num comício que foi violentamente disperso pela polícia: “É nossa vida interior, nossa paz, nosso amor que formam a maior força de resistência, e a isso, nada há que o governo possa fazer para se opor.”

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