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25 de mai de 2010

O Novo Ateísmo e os Quatro Cavaleiros do Apocalipse

Vivemos na pós-modernidade. São muitos os que acreditam que não há valores morais absolutos, os dogmas são questionados, e uma onda de ateísmo tem invadido o mundo. Este é o mundo em que vivemos, é o mundo que jaz no maligno, pois lhe foi entregue (I Jo 5:19, Lc 4:6).

Neste cenário surgiu um grupo de 4 ateus, que uniram suas forças para acabar com a religião no mundo. Querem provar que a religião "é um dos mais perversos usos da inteligência do ser humano". São homens inteligentes, cultos e determinados. Já estão sendo chamados no meio cristão de "os 4 cavalheiros do apocalipse, pois lembram aqueles que despejam o flagelo e perdição sobre a humanidade" (clique no link). Para quem não os conhece, são eles: Richard Dawkins (autor do best-seller Deus:um delírio), Christopher Hitchens (autor do best-seller Deus não é grande: como as religiões envenenam tudo), Daniel Dennett e Sam Harris. Para se ter uma idéia do estrago, basta entrar em qualquer livraria e vamos ver seus livros entre os mais vendidos.



Esses homens têm viajado pelo mundo, inclusive no Brasil, para propagar suas crenças. Têm proferido palestras, organizados congressos e seminarios, e visitados universidades com o fim de convencer principalmente os jovens. E têm enganado a muitos. A Folha de São Paulo recentemente escreveu uma reportagem sobre a visita que um deles fará ao Brasil em novembro de 2010, muito tendenciosa, passando a idéia de que os religiosos são fanáticos... (clique no link) Um dos mais novos planos deste "quarteto sinistro" é prender o Papa por "crimes contra a humanidade"! (clique no link)

Sabemos que quem está por trás disso é o eterno inimigo da Igreja. Nosso Inimigo tem nos atacado em muitas áreas, e as Escrituras nos ensinam que não devemos "ignorar seus propósitos"(II Co 2:11). Não bastasse a distorção do evangelho que se vê hoje em grande parte da Igreja ocidental, não bastasse o joio que ele plantou entre nós, não bastasse a perseguição à Igreja oriental principalmente nos países muçulmanos, agora ele tenta nos atacar com a incredulidade, e infelizmente muitos vão cair! A Escritura nos diz que nos últimos tempos "o amor de muitos se esfriará" e "apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios" (Mt 24:12, I Tm 4:1).

Como devemos reagir a isso?

A Bíblia ensina que devemos estar "sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós" (I Pe 3:15) E então penso por um instante: Estou preparado? Tenho me preparado? Vou adiante e ouso perguntar: A Igreja tem preparado os novos convertidos, nossos bebês espirituais?

Devemos nos lembrar que "nossa luta não é contra carne e sangue" (Ef 6:12) e quais são nossas armas: "porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas" (II Co 10:4). Por isso não vamos vencer utilizando armas carnais, mas espirituais. Somente no poder de Deus podemos vencer, e não "usando linguagem persuasiva de sabedoria humana" (I Co 2:4).

Permitam que eu coloque da seguinte forma: podemos dividir essa guerra em duas frentes: a defesa e o ataque.

A Defesa: É manter nossa fé: "A fé que tens, tem-na para ti mesmo" Rm 14:22 e devemos guardá-la (II Tm 4:7, I Co 13:13). A Bíblia ensina que só aquilo que foi edificado sobre Cristo vai permanecer (I Co 3:11-15). Isto é, praticar aquilo que Jesus nos ensinou, e dessa forma centralizar nossa vida nEle. Somente um conhecimento real de Deus, e uma comunhão real com Deus podem nos livrar da apostasia, pois só assim vamos abandonar o "te conhecia só de ouvir" (Jó 42:5) e poderemos dizer como Paulo "eu sei em quem tenho crido" (II Tm 1:12). A Igreja tambem deve se manter alerta aos ataques do Inimigo, dando uma atenção especial aos neófitos, os novos na fé. Os cristãos maduros devem  ensiná-los "na doutrina dos apóstolos" (At 2:42) e incentivá-los a "crescerem no conhecimento de Deus" (Cl 1:10). Há excelentes apologistas cristãos hoje, e vale a pena conhecer seus trabalhos, como William Lane Craig (site), Ravi Zacharias e Alister MacGrathe. Eles rebatem muito bem os argumentos ateítas, que na verdade são muito frágeis, mas podem desviar os mais fracos. Além destes sites, também existem outros muito bons como "Quebrando o encanto do Neo-ateísmo" ou "Deus em Debate". 

O Ataque: "Convencer os contradizentes" (Tt 1:9) é o que nos ensina as Escrituras. Devemos estar prontos para responder os que nos questionam, mas não com sabedoria de palavras, mas com o poder de Deus (I Co 2:4-5). Não devemos esperar convencer um ateu por meio da eloquência porque "o homem natural não pode entender as coisas do Espírito" (I Co 2:14). Como disse Spurgeon:"não fomos chamados para defender a verdade, fomos chamados para proclamá-la", o Espírito Santo é quem convence (Jo 16:8).

Amados, que estejamos com os ouvidos atentos para a voz do atalaia. Então, como bons soldados de Cristo, vamos "batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos." (Jd 1:3), senão: "Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?" (Lc 18:8)

Que Deus nos abençoe!

Daniel Solano


3 comentários:

  1. Caro amigo Daniel. Só uma coisa acerca de seu texto: A religião islâmica e oriental foi e ainda é perseguida pela religião católica apostólica romana.

    É impossível esquecer o horror que as cruzadas causaram nesses povos, que eram muito mais evoluídos que os povos europeus.

    Olha só como a religião é capaz de estagnar a mente humana em conceitos completamente sem sentido! Por culpa da igreja, muçulmanos travam até hoje grotescas guerras com o ocidente (por culta deste, aliás), além dos mil anos de trevas que vivemos (500 a 1500).

    Nada em excesso faz bem, nem mesmo religião.

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  2. Olá amigo Paulo. Obrigado por visitar o blog!
    É inegável a perseguição e o horror que povos sofreram sob a Igreja Católica Romana na era das trevas, e até mesmo pela igreja protestante num período posterior. Concordo até que isso ainda exista hoje, em menor grau.
    Porém, (falo pelo cristianismo), os motivos que levaram a tais atrocidades foram diversos: política, luta pelo poder e outros, menos motivos cristãos. O reino de Deus é espiritual, não material. O próprio Jesus disse: "o meu reino não é deste mundo". O cristianismo foi apenas usado como pretexto para as aberraçoes que ocorreram. E sempre existirão aqueles que se aproveitarão da religião em benefício próprio, geralmente manipulando a massa ignorante em nome de Deus. Mas o cristianismo autêntico está muito distante disto. Neste sentido, a (falsa) religião realmente é nociva. Lembre-se que por muitas vezes Jesus censurou os religiosos do seu tempo. Porém, o objetivo do verdadeiro (bíblico) cristianismo é: se arrepender dos pecados, conhecer a Deus e se parecer cada vez mais com Jesus.

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  3. Tenho tido a tristeza de conhecer cada vez mais pessoas que abandonam a fé em Cristo para andar com esse bando de incredulos, gostei dos sites, somente o segundo não abriu.. Gostei muito de ter postado isso, infelizmente o povo de Deus não se instrui mais na Palavra e sim em canticos, ministraçoes e profecias, dura realidade.

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