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31 de jul de 2009

Sobre Leonard Ravenhill

Leonard Ravenhill nasceu em 1907 na cidade de Leeds, em Yorkshire, Inglaterra. Após sua conversão a Cristo, ele foi treinado para o ministério na Faculdade Cliff. Logo tornou-se evidente que evangelismo era seu forte, e ele se envolveu nisto com muito vigor e poder. Depois ele veio a se tornar um dos pioneiros em evangelismo ao ar livre da Inglaterra no século 20. Suas reuniões nos anos da Guerra arrastaram multidões na Inglaterra, e grande número dos seus convertidos não apenas seguiram o Salvador para o Reino, mas também para o ministério e para o campo missionário no mundo. Em 1939 casou-se com uma enfermeira irlandesa chamada Martha. Juntos eles tiveram três filhos. Paul e David são pastores e Philip é professor. Ao contrário de muitos evangelistas de hoje, as conversões causadas pela pregação de Leonard eram geralmente conversões duráveis. Isto foi porque ele não diminuiu a força e a eficácia do evangelho enquanto pregava. Quando idoso, Leonard e sua família se mudaram para os Estados Unidos, onde trabalhou com a Bethany House Publishers. Nos anos 80, Leonard e sua família se mudaram para perto de Lindale, Texas, a uma curta distância do Last Days Ministries. Leonard regularmente dava aulas no Last Days Ministries, e foi um mentor do falecido Keith Green.


A. W. Tozer, que foi um amigo de Leonard, diz sobre Leonard: "O débito que o povo de Deus tem para com esses servos dele é tão vultoso que nunca poderá ser pago. E o curioso é que eles raramente pensam em saldá-lo enquanto esses indivíduos estão vivos. Em compensação, a geração seguinte o exalta, escreve livros sobre seus feitos, como se, instintivamente e meio sem jeito, quisesse desincumbir-se de uma obrigação que a geração anterior praticamente ignorara. "Quem conhece Leonard Ravenhill vê nele esse especialista espiritual, esse homem enviado por Deus, não para realizar um ministério na obra regular da igreja, mas para fazer frente aos profetas de Baal, desafiando-os em seu próprio território, para envergonhar os negligentes sacerdotes que oficiam no altar, para enfrentar os falsos profetas, e advertir o povo que está sendo desviado do caminho certo por influência deles. "Um homem como esse às vezes não é companhia muito apreciada”.

30 de jul de 2009

Erótico versus Espiritual - A. W. Tozer


E este texto foi escrito há uns 50 anos...

A época em que vivemos poderá ficar conhecida como a Idade do Erotismo. O amor sexual se tornou uma forma de culto. Entre os homens civilizados, Eros tem mais adoradores do que qualquer outro deus. Para milhões, o erótico tem substituído completamente o espiritual.

Os fatores

Não é difícil determinar como o mundo caiu nesse estado. Fatores contribuintes são as emissoras de rádio e os aparelhos de som, que podem disseminar uma música de amor por todo um país em poucos dias; o cinema e a televisão, que proporcionam a toda uma população a oportunidade de banquetear-se com mulheres sensuais e jovens soberbos unidos em abraços apaixonados (nas salas de visitas de lares “cristãos”, aos olhos de crianças inocentes!); menos horas de trabalho e a multiplicação de máquinas automáticas que resultam no aumento do lazer para todos.

Juntemos a tudo isso dezenas de campanhas de propaganda concebidas inteligentemente, que transformam o sexo em isca não muito bem disfarçada, a fim de atrair compradores para quase todos os produtos imagináveis; os escritores infames que consagraram suas vidas à obra de tornar conhecidas as levianas e falsas nulidades, utilizando personagens que têm carinha de anjo e moral de prostituta; novelistas sem consciência que alcançam fama duvidosa e enriquecem à custa da perniciosa ocupação de drenar do esgoto de sua alma podridões literárias que entretêm as massas. Tudo isso nos mostra como Eros conseguiu triunfar sobre o mundo civilizado.

28 de jul de 2009

Dez siclos e uma camisa (Ten Shekels and a Shirt) - Paris Reidhead

Esta é uma das maiores mensagens do século vinte, e marcou profundamente minha vida e toda minha visão do Cristianismo. Que você também seja impactado com a profunda mensagem de Paris Reidhead. Mensagens como essa são muito raras nos dias de hoje, pois são uma afronta ao evangelho utilitário e nos força a tomar uma decisão: afinal de contas, Deus é um meio ou o fim em Si mesmo?

O monte e o santo lugar - Daniel S. Oliveira



“Quem subirá ao monte do SENHOR? Quem há de permanecer no seu santo lugar?” Sl 24:3

Uma pergunta é feita: Quem subirá ao monte do SENHOR? E uma multidão empolgada levanta as mãos. Todos querem subir ao monte. Há um alvoroço na multidão, empurra daqui, dali. Todos correm para subir ao monte. Todos querem estar lá no alto, estar por cima, acima dos outros, sair da mediocridade. Seus olhos brilham quando olham o monte. Dizem em seus corações: Quando chegar lá, serei alguém. Todos vão me ver. O monte é admirado, desejado, afinal de contas, só os “homens de Deus” sobem ao monte. O monte é um lugar alto. Estar no monte, é estar acima dos outros. É destacar-se na multidão. É aparecer. É o sonho de todos que querem ser alguma coisa. Estar no monte, é tornar célebre o seu nome!(Gn 11:4) Existem duas classes de pessoas: os que estão no monte, e os que não estão no monte. Se você não está no monte, você não é ninguém.
Existem aqueles, que se aproveitam dessa correria. Viram nisso uma oportunidade. Ensinam como subir mais facilmente, qual o melhor caminho, o melhor atalho, tudo isso, é claro, que em troca de uma pequena quantia... Há alguns que já subiram e agora ensinam outros a subir também. Faz-se até curso! Existem livros, manuais, CD’s, congressos, camisas (“estou subindo o monte”) e toda a forma de marketing. Tem para todos os gostos, e bolsos... E o comércio se multiplica.(Ez 28:16) E a multidão nem avalia a qualidade, faminta pelo topo, paga qualquer preço e segue qualquer caminho, não sabendo que existem caminhos enganosos (Pv 14:12).

Procura-se um Coração em Chamas! - Wesley L. Duewel


Para o líder cristão, não existe nenhuma alternativa para o Espírito Santo. É necessário que o líder tenha um coração abrasado pelo amor a Deus e aos homens. Como afirmou Dr. George W. Peters: “Deus, a igreja e o mundo estão à procura de homens com corações em chamas – corações cheios do amor de Deus; cheios de compaixão pelos males, tanto da igreja quanto do mundo; cheios de paixão pela glória de Deus, o Evangelho de Jesus Cristo e a salvação dos perdidos”.

“A resposta de Deus”, acrescenta ele, “para um mundo cheio de indiferença, materialismo, frieza e escárnio são corações ardentes nos púlpitos, nos bancos das igrejas, nas escolas bíblicas e nos colégios e seminários cristãos.”

Se você é um líder cristão, e o seu coração não está ardendo em chamas, com toda certeza a maioria dos membros de sua igreja terá um coração morno, que pouco ou nenhum impacto tem sobre o mundo. As nossas comunidades não se impressionam muito com nossos programas e infindáveis atividades. Para ter impacto sobre a comunidade, precisa ter algo além de uma igreja ativista, preocupada em atender e ajudar os visitantes. Precisa ser uma igreja em chamas, liderada por homens que têm o ardor de Deus em seus corações.

27 de jul de 2009

O Que Significa Ser Cheio Do Espirito - John MacArthur

25 de jul de 2009

John Wesley: Homem de Devoção

É de conhecimento comum que John Wesley foi um dos grandes exemplos históricos de vida devocional. Um estudo mais detalhado, porém, revela que ele não era nenhum super-herói capaz de manter comunhão ininterrupta com Deus. Assim como nós, tinha altos e baixos. Cometeu vários erros e precisou fazer ajustes ao longo da jornada – o que nos oferece esperança!

A seguir, alguns aspectos importantes de suas práticas.

Disciplina

O fato de ter cometido erros não impediu Wesley de prosseguir. Ele estava convicto de ter achado o elemento essencial da vida cristã e estava determinado a conquistá-lo. Os registros regulares que constam em seu diário indicam que, por mais de 60 anos, ele observou fielmente as disciplinas espirituais. Convém mencionar que ele modificava, de vez em quando, a estrutura e o conteúdo. Estava disposto a fazer novos experimentos às vezes. Contudo, sua intenção básica de relacionar-se pessoalmente com Deus nunca vacilou.

Modismo Gospel

Desabafo de um professor de teologia sobre "levitas", "apóstolos" e outros modismos:

Sou um professor de Teologia em crise. Não com minha fé ou com minhas convicções,mas com a dificuldade que eu e outros colegas enfrentamos nos últimos anos diante dos novos seminaristas enviados para as faculdades de teologia evangélica. Tenho trabalhado como Professor em Seminários Evangélicos presbiterianos, batistas, da Assembléia de Deus e interdenominacionais desde 1991 e, tristemente, observo que nunca houve safras tão fracas de vocacionados como nos últimos três anos.

No início de meu ministério docente, recordo-me que os alunos chegavam aos seminários bastante preparados biblicamente, com uma visão teológica razoavelmente ampla, com conhecimentos mínimos de história do cristianismo e com uma sede intelectual muito grande por penetrar no fascinante mundo da teologia cristã. Ultimamente, porém, aqueles que se matriculam em Seminários refletem a pobreza e mediocridade teológica que tomaram conta de nossas igrejas evangélicas.

Sempre pergunto aos calouros a respeito de suas convicções em relação ao chamado e à vocação. Pois outro dia, um calouro saiu-se com a brilhante resposta: "não passei em nenhum vestibular e comecei a sentir que Deus impedira meu acesso à universidade a fim de que eu me dedicasse ao ministério". Trata-se do mais típico caso de "certeza da vocação" adquirida na ignorância.


E, invariavelmente, esses são os alunos que mais transpiram preguiça intelectual.
A grande maioria dos novos vocacionados chega aos Seminários influenciada pelos modismos que grassam no mundo evangélico. Alguns se autodenominam "levitas". Outros, dizem que estão ali porque são vocacionados a serem "apóstolos".

Jesus Cristo Recrucificado

Pr. Walter Santos Baptista


"Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não com sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo não se faça vã (1Coríntios 1.17). "... de novo estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus..." (Hb 6b);

Em 1959, o eminente pregador e escritor canadense Pr. A. W. Tozer declarou que "A qualidade do cristianismo evangélico vem piorando ano após ano". Isso foi dito há quarenta e três anos acerca do cenário eclesiástico norte-americano. Lamentavelmente, verificamos que chegou por aqui também. Esqueceram muitos líderes de igrejas chamadas evangélicas das balizas da Reforma do Século 16: Sola Gratia, Sola Fide, Sola Scriptura; Solus Christus, ou seja "Só a Graça de Deus; Só a Fé Pessoal; Só a Escritura Sagrada como regra de Fé e Prática; Só Jesus Cristo como Salvador", tão bem expressos esses estandartes na palavra de ordem do CongressoBíblico-doutrinário do Amazonas: CRISTO NO CENTRO! BÍBLIA NO PÚLPITO! HERESIAS DE FORA!

Em outra de suas inúmeras obras declarou que

"Jesus Cristo não tem hoje quase nenhuma autoridade entre os grupos que se chamam pelo Seu nome. Não estou me referindo aqui aos católico-romanos, nem aos liberais, nem sequer às seitas quase-cristãs. Refiro-me às igrejas protestantes em geral e incluo aquelas que protestam mais alto que não se acham num declive espiritual, afastando-se de nosso Senhor e seus apóstolos, a saber, os 'evangélicos'"

As 95 Teses de Martinho Lutero



As 95 Teses afixadas por Martinho Lutero na Abadia de Wittenberg a 31 de outubro de 1517, fundamentalmente "Contra o Comércio das Indulgências":

Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade, discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do Rev. Padre Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratarem o assunto verbalmente conosco, o poderão fazer por escrito.
Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

1ª Tese
Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos... etc., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo e ininterrupto arrependimento.

2ª Tese
E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo dos sacerdotes.

3ª Tese
Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de mortificação da carne.

4ª Tese
Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até à entrada para a vida eterna.

5ª Tese
O papa não quer e não pode dispensar de outras penas além das que impôs ao seu alvitre ou nem acordo com os cânones, que são estatutos papais.

6ª Tese
O papa não pode perdoar dívida, senão declarar e confirmar aquilo que já foi perdoado por Deus, ou então o faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida em absoluto deixaria de ser anulada ou perdoada.

7ª Tese
Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao ministro, seu substituto.

8ª Tese
Cânones poenitentiales, que são as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas são impostos aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.

9ª Tese
Eis por que o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluindo este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema.

10ª Tese
Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõe aos moribundos penitências canônicas ou para o purgatório a fim de ali serem cumpridas.

11ª Tese
Este joio, que é o de transformar a penitência e satisfação, prevista pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado enquanto os bispos dormiam.

12ª Tese
Outrora canônica poenae, ou seja, penitência e satisfação por pecados cometidos, eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.

13ª Tese
Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição.

14ª Tese
Piedade ou amor imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte, necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menos o amor, tanto maior o temor.

15ª Tese
Este temor e espanto em si tão só, sem nos referirmos a outras coisas, basta para causar o tormento e o horror do purgatório, pois se avizinham da angústia do desespero.

16ª Tese
Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.

17ª Tese
Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, também deve crescer e aumentar o amor.

18ª Tese
Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas razões e nem pela Escritura, que as almas do purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.

19ª Tese
Parece ainda não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem mais por ela, não obstante nós termos esta certeza.


20ª Tese
Por isso o papa não quer dizer e nem compreender com as palavras “perdão plenário de todas as penas” o perdão de todo o tormento, mas tão só as penas por ele impostas.

21ª Tese
Eis por que erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante indulgência do papa.

22ª Tese
Com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas do purgatório das que, segundo os cânones da igreja, deviam ter expiado e pago na presente vida.

23ª Tese
Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muitos poucos.

24ª Tese
Logo, a maioria do povo é ludibriado com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas.

25ª Tese
Exatamente o mesmo poder geral que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d’almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular.

26ª Tese
O papa faz muito bem em não conceder o perdão às almas em virtude do poder das chaves (coisa que não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.

27ª Tese
Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório.

28ª Tese
Certo é que, no momento em que a moeda soa na caixa, vem lucro, e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.

29ª Tese
E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com S. Severino e Pascoal.

30ª Tese
Ninguém tem certeza da suficiência do arrependimento e pesar verdadeiros, muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados.


31ª Tese
Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram.

32ª Tese
Irão para o diabo, juntamente com os seus mestres, aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.

33ª Tese
Há que acautelar-se muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dádiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus.

34ª Tese
Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória, estipulada por homens.

35ª Tese
Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.

36ª Tese
Tudo o cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados e sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.

37ª Tese
Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.

38ª Tese
Entretanto se não devem desprezar o perdão e a distribuição deste pelo papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão consiste numa declaração do perdão divino.

39ª Tese
Ë extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e, ao contrário, o verdadeiro arrependimento e pesar.

40ª Tese
O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo; mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para tanto.



41ª Tese
É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal, para que o homem singelo não julgue erradamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.

42ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgências de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade.

43ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos, proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta ao necessitado do que os que compram indulgência.

44ª Tese
É que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena.

45ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgência do papa, mas desafia a ira de Deus.

46ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura, fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências.

47ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos ser a compra de indulgência livre e não ordenada.

48ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro.

49ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus.

50ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgência, preferiria ver a basílica de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por um dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgência, vendendo, se necessário, a própria basílica de São Pedro.

52ª Tese
Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências e o próprio papa oferecessem sua alma como garantia.

53ª Tese
São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a palavra de Deus nas demais igrejas.

54ª Tese
Comete-se injustiça contra a palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da palavra do Senhor.

55ª Tese
A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a coisa menor, com um toque de sino, uma pompa, uma cerimônia, enquanto o evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem toques de sino, centenas de pompas e solenidades.

56ª Tese
Os tesouros da igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecidos na Igreja de Cristo.

57ª Tese
É evidente que não são bens temporais, porquanto muitos pregadores não os distribuem com facilidade, antes os ajuntam.

58ª Tese
Também não são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto este sempre são suficientes, e, independente do papa, operam graça do homem interior e são a cruz, a morte e o inferno do homem exterior.

59ª Tese
São Lourenço chama aos pobres, os quais são membros da Igreja, tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época.

60ª Tese
Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, que lhe foram dadas pelo merecimento de Cristo.

61ª Tese
Evidente é que, para o perdão das penas e para a absolvição em determinados casos, o poder do papa por si só basta.




62ª Tese
O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo evangelho da glória e da graça de Deus.

63ª Tese
Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos.

64ª Tese
Enquanto isso o tesouro das indulgências é notoriamente o mais apreciado, porque faz com que os últimos sejam os primeiros.

65ª Tese
Por essa razão os tesouros evangélicos foram outrora as redes com que se apanhavam os ricos e abastados.

66ª Tese
Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.

67ª Tese
As indulgências, apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça, decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos.

68ª Tese
Nem por isso semelhante indulgência é a mais ínfima graça, comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.

69ª Tese
Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda reverência.

70ª Tese
Entretanto tem muito maior dever de conservar abertos os olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não apregoem os seus próprios sonhos.

71ª Tese
Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.

72ª Tese
Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.




73ª Tese
Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente.

74ª Tese
Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob pretexto de indulgências, prejudicam a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agirem.

75ª Tese
Considerar a indulgência do papa tão poderosa, a ponto de absolver alguém dos pecados, mesmo que (coisa impossível de se expressar) tivesse deflorado a mãe de Deus, significa ser demente.

76ª Tese
Bem ao contrário afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo pode anular o menor pecado venial no que diz respeito a culpa que representa.

77ª Tese
Afirmar que nem mesmo São Pedro, se no momento fosse papa, poderia dispensar maior indulgência, constitui insulto contra São Pedro e o papa.

78ª Tese
Dizemos, ao contrário, que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o evangelho, dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1 Corinto 12.6-9.

79ª Tese
Alegar ter a cruz de indulgências, erguida e adornada com as armas do papa, tanto valor como a própria cruz de Cristo é blasfêmia.

80ª Tese
Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas desta atitude.

81ª Tese
Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a indulgência, torna difícil até homens doutos defenderem a honra e dignidade do papa contra a calúnia e as perguntas mordazes e astutas dos leigos.

82ª Tese
Haja vista exemplo como este: Por que o papa não livra duma só vez todas as almas do purgatório, movido pela santíssima caridade e considerando a mais premente necessidade das mesmas, havendo santa razão para tanto, quando, em troca de vil dinheiro para a construção da basílica de São Pedro, livra inúmeras delas, logo por motivo bastante infundado?



83ª Tese
Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para esse fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou prebendas oferecidos em favor dos mortos, quando já não é justo continuar a rezar pelos que se acham remidos?

84ª Tese
E: Que nova santidade de Deus e do papa é esta a consentir a um ímpio e inimigo resgate uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não livrar esta mesma alma piedosa e amada por Deus do seu tormento por amor espontâneo e sem paga?

85ª Tese
E: Por que os cânones de penitência, isto é, os preceitos de penitência, que faz muito caducaram e morreram de fato pelo desuso, tornam a remir mediante dinheiro, pela concessão de indulgência, como se continuassem em vigor e bem vivos?

86ª Tese
E: Por que o papa, cuja fortuna é maior do que a de qualquer Creso, não prefere construir a basílica de São Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de cristãos pobres?

87ª Tese
E: Que perdoa ou concede o papa pela sua indulgência àqueles que pelo arrependimento completo tem direito ao perdão ou indulgência plenária?

88ª Tese
Afinal: Que benefício maior poderia receber a igreja se o papa, que atualmente o faz uma vez ao dia cem vezes ao dia concedesse aos fiéis este perdão a título gratuito?

89ª Tese
Visto o papa visar mais a salvação das almas mediante a indulgência do que o dinheiro, por que razão revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, quando tem sempre as mesmas virtudes?

90ª Tese
Desfazer estes argumentos muito sutis dos leigos, recorrendo apenas à força e não por razões sólidas apresentadas, significa expor a igreja e o papa ao escárnio dos inimigos e desgraçar os cristãos.

91ª Tese
Se, portanto, a indulgência fosse apregoada no espírito e sentido do papa, estas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.

92ª Tese
Fora, pois, com todos este pregadores que dizem à igreja de Cristo: Paz! Paz! Sem que haja paz!

93ª Tese
Abençoados, porém, sejam todos os pregadores que dizem à igreja de Cristo: Cruz! Cruz! Sem que haja cruz!

94ª Tese
Admoeste-se os cristãos a que se empenhem em seguir seu Cabeça, Cristo, através da cruz, da morte e do inferno;

95ª Tese
E desta maneira mais esperem entrar no reino dos céus por muitas aflições do que confiando em promessas de paz infundadas.

Frases 2 - Charles H. Spurgeon


"A igreja deve atrair pela diferença e não pela igualdade"

A Cruz e o Ego - Arthur W. Pink


“Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz, e siga-me” — (Mateus 16:24).
Antes de desenvolver o tema deste verso, comentemos os seus termos. “Se alguém”: o dever imposto é para todos os que desejam se unir aos seguidores de Cristo e alistar sob a Sua bandeira. “Se alguém quer”: o grego é muito enfático, significando não somente o consentimento da vontade, mas o pleno propósito de coração, uma resolução determinada. “Vir após mim”: como um servo sujeito ao seu Mestre, um estudante ao seu Professor, um soldado ao seu Capitão. “Negue”: o grego significa “negar totalmente”. Negar a si mesmo: sua natureza pecaminosa e corrompida. “E tome”: não passivamente sofra ou suporte, mas assuma voluntariamente, adote ativamente. “Sua cruz”: que é desprezada pelo mundo, odiada pela carne, mas que é a marca distintiva de um cristão verdadeiro. “E siga-me”: viva como Cristo viveu — para a glória de Deus.

Dez acusações contra a igreja moderna (todas as partes) - Paul Washer

Este foi um sermão de Paul Washer ministrado em uma conferência sobre avivamento em Outubro de 2008, que o Vinícius M. Pimentel do Blog Voltemos ao Evangelho traduziu. Mais uma vez somos impactados e confrontados para viver uma verdadeira nova vida em Cristo. É impossível ficar indiferente perante as verdades apresentadas. Vale muito a pena ver!

24 de jul de 2009

Jesus Cristo Morreu e Ressuscitou - Paul Washer

22 de jul de 2009

Frases 1 - John Wesley


Uma pessoa pode ir à igreja duas vezes por dia, participar da ceia do Senhor, orar em particular o máximo que puder, assistir a todos os cultos e ouvir muitos sermões, ler todos os livros que existem sobre Cristo. Mas ainda assim tem que nascer de novo.
John Wesley (1703 – 1791)

20 de jul de 2009

Para Ele - Paul Washer

Eis que as trevas cobrem a terra - Watchman Nee



Apesar das palavras deste artigo terem sido proferidas há mais de 50 anos atrás, parecem descrever
com precisão a situação espiritual dos nossos dias!

A luta hoje parece se tornar mais pesada dia a dia, como se o único alvo dos ataques de Satanás fosse nós, os crentes. Por isso, na era atual, o problema que existe é se você e eu podemos perseverar até a última meia hora. "[Satanás] Magoará os santos do Altíssimo" (Dn 7.25). Magoar tem aí o sentido de "desgastar", consumir devagar. É muito mais difícil reconhecer Satanás como aquele que desgasta os santos do que um Satanás que ruge como um leão. E a sua obra de consumir lentamente os santos já começou.

Sempre que vou à Montanha Kuling, caminho ao longo da correnteza que há ali. Freqüentemente vejo rochas enormes, mas que são côncavas no meio como bacias de tomar banho. Isto acontece por causa das muitas pedrinhas que diariamente as desgastam. Do mesmo modo Satanás trata os filhos de Deus. Em lugar de matá-los de um só golpe, tenta desgastar os santos, dia a dia, de modo que sem que percebam acabam gravemente feridos depois de algum tempo.


Breve Biografia de Jonathan Edwards

O Grande Avivalista

(1703 – 1758)

Há dois séculos o mundo fala do famoso sermão “Pecadores nas mãos de um Deus irado” e dos ouvintes que se agarravam aos bancos pensando que iam cair no fogo eterno. Esse fato foi, apenas, um dos muitos que aconteceram nas reuniões em que o Espírito Santo desvendava os olhos dos presentes para contemplarem as glórias do céu e a realidade do castigo que está bem perto dos que se encontram afastados de Deus.

Jônatas Edwards, entre os homens, era o vulto maior nesse avivamento, intitulado, na ocasião, “Grande Despertamento”. Sua vida é um exemplo destacado de consagração ao Senhor para o desenvolvimento maior do intelecto e, sem qualquer interesse próprio, de deixar o Espírito Santo usar o mesmo intelecto como instrumento nas suas mãos.

Amava a Deus, não somente de coração e alma, mas também de todo o entendimento. “Sua mente prodigiosa apoderava-se das verdades mais profundas”. Contudo, “sua alma era, de fato, um santuário do Espírito Santo”. Sob aparente calma exterior, ardia nele o fogo divino, como um vulcão.
Os crentes atuais devem a esse Herói, graças a sua perseverança em orar e estudar sob a direção do Espírito, a volta às várias doutrinas e praticas da igreja primitiva. Grande foi o fruto da dedicação do lar em que Edwards nasceu e se criou. Seu pai foi o amado pastor de uma só igreja durante um período de sessenta e quatro anos. Sua piedosa mãe era filha de um pregador que pastoreou uma igreja durante mais de cinqüenta anos.


O verdadeiro significado da Cruz de Cristo - Jessie Penn-Lewis

Leitura: "Salvou os outros, a Si mesmo não pode salvar-se" (Mateus 27.42).


Salvou os outros, a Si mesmo não pode salvar-se" (Mt 27.42). Esse foi o escárnio dirigido ao Cristo que morria, quando ficou pendurado em Sua cruz naquele "distante monte verde". Palavras de deboche, mas incorporando a própria essência da vida e morte do Filho de Deus, a própria essência dos tratos de Deus com o mundo - a própria essência do Calvário. "Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito". Para salvar os outros - pecadores, rebeldes, inimigos - o Pai não pode salvar a Si mesmo de enviar, do Seu seio, o Filho do Seu amor. Para salvar os outros, o Filho não pode salvar a Si mesmo, mas deve derramar Sua alma na morte e, assim, ver Sua semente e dividir o despojo com os poderosos (Is 53.12 - EC). Para salvar os outros, o Espírito Santo não pode salvar a Si mesmo da angústia, à semelhança da tristeza e angústia do Filho no Getsêmani, em Sua entrada no coração dos que uma vez afundaram-se no pecado e são freqüentemente obstinados e desobedientes aos clamores do Filho.

Por Que o Mundo Não O Pode Receber? - A.W. Tozer

"O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber."
João 14:17

A fé cristã, baseada no Novo Testamento, ensina o completo contraste entre a igreja e o mundo. Não é mais do que um lugar comum religioso dizer que o problema conosco hoje é que procuramos construir uma ponte sobre o abismo que há entre duas coisas opostas, o mundo e a igreja, e realizamos um casamento ilícito para o qual não há autorização bíblica. Na verdade, nenhuma união real entre o mundo e a igreja é possível. Quando a igreja se junta com o mundo, já não é mais a igreja verdadeira, mas apenas um detestável produto misturado, um objeto de gozação e desprezo para o mundo, e uma abominação para o Senhor.

A obscuridade em que muitos (ou deveríamos dizer a maioria dos?) crentes andam hoje não é causada por falta de clareza da parte da Bíblia. Nada poderia ser mais claro do que os pronunciamentos das Escrituras sobre a relação do cristão com o mundo. A confusão que campeia nessa matéria resulta da falta de disposição de cristãos professos para levar a sério a Palavra do Senhor. O cristianismo está tão emaranhado no mundo que milhões nunca percebem quão radicalmente abandonaram o padrão do Novo Testamento. A transigência está por toda parte. O mundo está suficientemente caiado, encobrindo as suas faltas, para passar no exame feito por cegos que posam como crentes; e esses mesmos crentes estão eternamente procurando obter aceitação da parte do mundo. Mediante mútuas concessões, homens que a si mesmos se denominam cristãos manobram para ficar bem com homens que para as coisas de Deus nada têm, senão mudo desprezo.

A Diferenca! Deus é um meio ou o fim? - Paris Reidhead

Será que a Salvação não é suficiente? Testemunho de Paul Washer

Oração de um Profeta Menor - A. W. Tozer


Aiden Wilson Tozer, mais conhecido por A. W. Tozer, foi um pregador americano que viveu de 1897 a 1963. Poucos homens estiveram tão cheios de Deus como ele. Apesar de nunca ter cursado Teologia, recebu dois doutorados honorários devido ao seu profundo conhecimento das Escrituras, sua paixão. É considerado um dos maiores pregadores da história americana. Um homem profundamente apaixonado por Deus e dedicado ao Reino. Um gigante da fé! Escreveu alguns livros, dos quais eu recomendo todos! Era um amigo muito próximo de Leonard Ravenhill, que foi talvez o maior avivalista das décadas de 60 a 80 que o mundo conheceu, um verdadeiro "João Batista" - quem quiser conhecê-lo é só ler o livro "Porque tarda o pleno avivamento?", já li muitos livros evangélicos e confesso que nunca encontrei nada semelhante! Inigualável! Um pérola em meio a tanto lixo que vem sendo publicado ultimamente.
No dia em que ele foi consagrado ao ministério ele fez a oração abaixo (no Brasil ela foi publicada como "Oração de um profeta menor"). Palavras estas que ele manteve até a sua morte. Vejam que coração apaixonado, que temor a Deus, que dedicação às coisas do Reino! Que nós, pobres crianças espirituais, possamos amadurecer com os exemplos destes homens e aprender o que é ser um homem de Deus!

O Grande Deus do Entretenimento - A. W. Tozer


Há muitos anos, um filósofo alemão disse alguma coisa no sentido de que quanto mais um homem
tem no coração menos precisará de fora; a excessiva necessidade de apoio externo é prova de falência no homem interior.

Se isto é verdade (e eu creio que é), então o desordenado apego atual a toda forma de entretenimento é prova de que a vida interior do homem moderno está em sério declínio. O homem comum não tem nenhum núcleo central de segurança moral, nenhum manancial em seu peito, nenhuma força interior para colocá-lo acima da necessidade de repetidas injeções psicológicas para dar-lhe coragem de continuar vivendo. Tornou-se um parasita no mundo, extraindo vida do seu ambiente, incapaz de viver um só dia sem o estímulo que a sociedade lhe fornece.

Schleiermacher afirmava que o sentimento de dependência está na raiz de todo culto religioso e que, por mais alto que a vida espiritual possa subir, sempre terá de começar com um profundo senso de necessidade que somente Deus pode satisfazer.


A Tragédia da Vida Desperdiçada - A. W. Tozer


A "ASSOCIATED PRESS" publicou recentemente uma interessante e algo deprimente história
londrina sobre certo magnata britânico que tinha morrido poucos dias antes de completar oitenta e nove anos de idade.

Tendo sido homem de recursos e de posição, é de presumir que não tivera necessidade de trabalhar para viver como os demais seres humanos como nós. Assim, por ocasião da sua morte, ele tivera cerca de setenta anos de vida adulta em que fora livre para fazer o que quisesse, seguir a carreira que desejasse ou trabalhar em qualquer coisa que julgasse digna das suas consideráveis capacidades.

E que resolveu fazer? Bem, de acordo com a narrativa, "dedicou sua vida à tentativa de produzir o rato mosqueado perfeito".

Pois bem, admito que todo homem tem direito de criar ratos mosqueados, se o desejar e conseguir a cooperação dos ratos, e francamente declaro que tal decisão é problema dele, não meu. Não sendo aficionado a ratos (nem inimigo deles, neste sentido; sou simplesmente neutro), não sei sequer em que um rato mosqueado pode ser mais útil e vir a ser um rato de estimação mais afetuoso que um rato da cor do rato comum. Mas continuo em dificuldade.

Pregação Chocante - Paul Washer

Esta é uma mensagem ministrada em 2002 em um congresso de jovens nos Estados Unidos por Paul Washer, que, na minha opinião, é o maior pregador vivo atualmente. Teologia bíblica, consistente e no poder de Deus. Uma das melhores mensagens que já vi na minha vida.
Não deixe de ver aqui o vídeo onde Paul Washer explica o contexto e porque fez essa pregação nesta ocasião.

Sonho cristão x Sonho secular - John Piper

“Milhares estão se afastando do sonho que uma vez tiveram de missões mundiais.” “...Milhares que sonharam em ser radicalmente significativos no mundo fazendo alguma coisa, deixando suas vidas, sacrificando qualquer coisa para propagar a mensagem de Jesus Cristo, pelas cidades, nações, pelo campus universitário. E de repente esse sonho se perdeu. Uma das maiores razões, segundo ele, era que isso se perdia por haver tanta culpa e um sentimento de indignidade por causa do pecado da castidade. A culpa e a indignidade então, finalmente se transformam em um sentimento agudo de impotência espiritual, chegando em um beco sem saída, um sonho sem volta: americano, seguro, de classe média.” “... A tragédia é que Satanás usa a culpa de todas essas falhas para arrancar de você aquele sonho antigo e colocar em seu lugar o sonho de uma vida feliz, protegida, segura, americana, classe média, recheada de prazeres superficiais para que algum dia você morra em sua confortável poltrona inútil, deixando uma enorme herança para seus filhos, confirmando assim a “mundanice” deles.” “Isso é o que ele quer te vender, porque você fracassou tanto que a única alternativa seria essa, ao contrário do que você sonhou um dia por Cristo e seu reino”.
John Piper